Rodape do SiteMestres da Obra - Desenvolvimento Humano em Canteiros de Obras Contato Notícias Galeria Virtual Página Inicial Sala de Imprensa Vídeos Projetos Parceiros Pesquisa

Mestres da Obra

No ano 2000 o administrador de empresas Daniel Cywinski e o arquiteto Arthur Zobaran Pugliese somaram experiências e muita vontade de criar, para concretizar uma idéia bastante inovadora: implantar ateliês de arte e design dentro de canteiros de obras e realizar com os operários a transformação dos resíduos de construção em obras de arte e objetos de design. Surgia assim como uma idéia, o Projeto Mestres da obra.


A idéia era deliciosamente interessante e parecia ter criado uma força própria, tão poderosa que foi capaz de mover os jovens recém saídos da faculdade, para diante de empresários da Indústria da Construção Civil, que ouviam embasbacados a proposta, acreditando pouco na possibilidade de sua viabilidade. O projeto piloto, só foi implantado em 2001, depois de dois anos de muita persistência e contou com o mínimo de apoio de uma construtora da cidade de Mauá (Grande ABC paulista), que nos emprestou um canteiro de obras e disponibilizou três operários durante meia hora por semana. Convidamos para esta experiência três operários, que a princípio, concordaram em participar dentro do horário de trabalho, na meia hora oferecida pela empresa. Na prática, em poucas semanas, essa meia hora se ampliou para duas, e depois três, e mais tarde viraram sábados, domingos e feriados. Aqueles três operários e nós dois, passamos a nos encontrar em diversos horários e a produzir muitos objetos.

Naqueles seis meses, tempo que durou a experiência, o grupo experimentou uma vivência extraordinária. Imersos numa prática extremamente rica baseada na transformação do olhar sobre os materiais disponíveis naquele canteiro de obras, os operários traziam o saber da manufatura dos materiais e do uso das ferramentas e nós dois oferecíamos algumas referências existentes no universo da criação da arte e do design. Os resultados dessa vivência, mais tarde, deram condições para a elaboração dos elementos educacionais e metodológicos fundamentais para o que viria a ser o Projeto Mestres da Obra.

Durante 6 meses na meia hora disponibilizada pela Construtora, e no tempo dedicado espontaneamente pelos operários, foram produzidos objetos das mais diferentes linguagens. Esculturas, painéis, luminárias e bancos, nasciam naquele grupo de trabalho. O resultado não poderia ter sido melhor. As peças foram selecionadas para um importante salão de arte, e a partir deste resultado de exposição, documentado em primeira página por um jornal de grande visibilidade, a iniciativa despertou o interesse de uma construtora que nos convidou para implantar a prática em uma grande obra que iria começar. Iniciamos assim uma história de muito trabalho e enorme realização.

De 2001 até hoje, foram implantados inúmeros espaços de atividades, denominados Ateliês Mestres da Obra, onde puderam participar mais de 3000 (tres mil) operários e com a composição de um acervo de mais de 300 peças de arte e design, que já estiveram presentes em exposições nacionais e internacionais. O Projeto em 2005, passou a ser denominado Programa Mestres da Obra de Desenvolvimento Humano na Indústria da Construção Civil. No ano de 2007 transformamos o projeto numa Associação intitulada Mestres da Obra. Hoje somos ums OSCIP e estamos sediados no bairro de Santa Cecília em São Paulo, onde montamos o tão sonhado Espaçoa Galeria Mestres da Obra.

Conceito

Mestres da Obra é um nome que se refere ao modo como vemos o trabalhador da construção civil: cada trabalhador sabe o seu ofício – não existe um único mestre, cada um é mestre de algum modo, ninguém sabe tudo, e a obra precisa do conhecimento de todos para se realizar. Além disso, o nome explora obviamente, a similaridade entre essas palavras do universo da construção e seus significados no universo artístico, criando um jogo verbal com os significados.

A Associação Mestres da Obra tem como missão contribuir para o desenvolvimento humano de operários da construção civil e para a promoção da sua saúde e de sua qualidade de vida, promovendo educação e inclusão cultural.


Ação

Acontece dentro de canteiros de obras por meio da implantação de atividades educacionais que são desenvolvidas em Ateliês de Arte e Educação, espaços implementados especialmente para o Programa. Nestes espaços ocorre uma relação intensa com o aprendizado, com a construção e produção de conhecimento e de auto-conhecimento. Sob orientação de uma metodologia sempre aplicada por educadores preparados especialmente para a ação, os operários utilizam os resíduos encontrados no canteiro de obras para a produção de peças de arte e design, recuperando assim a condição de matéria prima destes materiais. É base do processo educativo, a valorização do saber e a valorização da cultura de cada um, e tem-se como princípio o fato de que ninguém mais do que os operários conhecem a transformação desses materiais de construção. No ateliê, a subjetividade, a criatividade e a oportunidade de sonhar substituem as ordens e diretrizes do trabalho de construção realizado diariamente na obra e as determinações rígidas dos projetos arquitetônicos. O resultado final do trabalho no ateliê é criação do operário.


Arte, design e inclusão social

O educador trabalha as similaridades estéticas, a ancestralidade indígena, européia e Africana, a religiosidade, a fé e a história das ocupações e formações do Brasil.

Assim, se forma a produção dos Ateliês Mestres da Obra, que mostram por tudo isso, um resultado de intensa expressividade e complexidade estética e cultural brasileira. Muitos dos objetos tem qualidade e condições de serem mostrados em espaços de arte e cultura, espaços invariavelmente distantes do cotidiano destes operários. A realização deste caminho entre o canteiro e a galeria de arte, se efetivou diversas vezes chegando até a atravessar o Atlântico indo parar, em 2007, na cidade de Barcelona, Espanha. O efeito provocado por essa arte é verdadeiro e provocador e não é raro perceber reações de entusiasmo diante dos objetos. Do ponto de vista artístico o resultado do Mestres da Obra mostra que há uma capacidade coletiva de criação nessa categoria de trabalhadores, algo que vai muito além do acentar tijolos, rolar a massa e entortar o ferro, e mais que tudo que esta criação pode ocupar os espaços das galerias e espaços de cultura habitualmente designados a um segmento cultural intelectualizado da população, distante do canteiro de obras.

O Mestres da Obra apresenta a idéia de que, aquele operário, migrante e morador da periferia, pode sim, conceber e fazer algo bonito e sofisticado, com força suficiente para derrubar pré-conceitos, dogmas e segmentação de classes. Outro efeito importante ocorre no operário. É o fortalecimento de sua auto-estima provocado por esse movimento de valorização de seus saberes, de sua história de vida, de sua capacidade de criação e que tem como resultado a galeria de arte. A presença de sua criação em uma exposição, em um catálogo, ou em um veículo de mídia, lhe apresenta como cidadão produtor de cultura. A experiência do operário que entra, muitas vezes com sua família, em uma exposição de arte, e encontra seu trabalho sendo apreciado e valorizado em meio a outros artistas por pessoas que normalmente só estabeleceriam contato com ele na relação patrão-empregado, promove inclusão social.

A admiração dessas pessoas e a troca de conversas sobre o processo de criação, sobre subjetividade e emoção, interfere positivamente, ao menos um pouco, na segmentação sócio cultural violenta e degradante existente, fato que fragiliza a todos, ricos, pobres, estudados ou não.


Atualidade


Associação Mestres da Obra
A Associação Mestres da Obra hoje é uma Organização Social Civil de Interesse Público (OSCIP) que implanta atividades de cultura em canteiros de obras, com foco nos trabalhadores da Indústria da Construção Civil. Tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento humano desses trabalhadores por meio da inclusão de cultura.

Como conseqüências positivas desse trabalho identifica-se em especial, a promoção da qualidade de vida e o fortalecimento da auto-estima dos trabalhadores envolvidos nas atividades. No centro das atividades está a criação de ambientes de trabalho mais saudáveis, mais humanos, mais criativos e inovadores. As atividades culturais implantadas dão condição para a liberdade de idéias e para a sociabilização, compondo assim um canteiro de obras diferenciado.



Daniel Manchado Cywinski
11 2574 8856
Arthur Zobaran Pugliese
11 9114 1243

Para saber mais: www.mestresdaobra.org
daniel@mestresdaobra.org.br
Arthur@mestresdaobra.org.br

Rodape do Site Mestres da Obra - Desenvolvimento Humano em Canteiros de Obras

Siga-nos:

Twitter - Mestres da ObraFacebook - Mestres da Obra

Copyright © 2010 - Mestres da Obra - website by: Plyn!