Exposições

O canteiro de obras reina. 
Ele é o senhor da matéria e de sua metamorfose, é pano de fundo e pretexto das relações que travamos com o trabalhador que lá está. Acreditamos que para atuar no mundo de maneira criativa, reflexiva e produtiva - ser com o mundo - é preciso estabelecer uma relação honesta com o que se apresenta concretamente em nós e ao nosso redor.

Nossas atividades tem como ponto central a sugestão da arte para que dela possamos ter um pretexto que nos permita encontrar o que há de peculiar e inconfundivelmente humano em cada indivíduo, revelando assim nossa unidade essencial, aquilo que nos gera imediatamente noção de pertencimento.

Nos embrenhamos dentro de um espaço caótico de encontro a gentes dotadas de um imaginário fantástico, de uma intuição poderosa e de inteligência singular para que juntos colocássemos os “temas nossos de cada dia” na pauta de nossas consciências, revisitados pela arte.  

Dentro das nossas exposições habitam histórias de vida contadas com riso, choro, embargo, timidez, emoção, frieza e muita generosidade. A via de acesso a tantas histórias é o corpo, que nos define em forma, que nos condiciona em ação e que nos leva até o fim de uma existência. O operário opera com o corpo. O corpo do operário é o corpo-operário. Nosso trabalho visa apenas o corpo do operário. Falamos de cicatrizes que marcam o corpo, falamos de cicatrizes que marcam a vida e a memória, falamos do que dói, e acima de tudo, escutamos atentamente e testemunhamos tudo. Registramos também em vídeo e fotografia todos os processos que culminam nossas mostras.     
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